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A Lesma Lerda


que diferença faz?

que diferença faz você contruir casas numa encosta instável que é levada abaixo por intensa chuva (Nova Friburgo, Ilha grande),  ou contruir usinas nucleares no "cinturão de fogo" da placa tectônica do oceano Pacífico?

é sempre a lesma lerda



Escrito por Nelson Wisnik às 00h15
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MANIFESTO

Manifesto lido no ato realizado em 23/9/2010 no Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo

O ato "contra o golpismo midiático e em defesa da democracia", proposto e organizado pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, adquiriu uma dimensão inesperada. Alguns veículos da chamada grande imprensa atacaram esta iniciativa de maneira caluniosa e agressiva. Afirmaram que o protesto é "chapa branca", promovido pelos "partidos governistas" e por centrais sindicais e movimentos sociais "financiados pelo governo Lula". De maneira torpe e desonesta, estamparam em suas manchetes que o ato é "contra a imprensa".

Diante destas distorções, que mais uma vez mancham a história da imprensa brasileira, é preciso muita calma e serenidade. Não vamos fazer o jogo daqueles que querem tumultuar as eleições e deslegitimar o voto popular, que querem usar imagens da mídia na campanha de um determinado candidato. Esta eleição define o futuro do país e deveria ser pautada pelo debate dos grandes temas nacionais, pela busca de soluções para os graves problemas sociais. Este não é momento de baixarias e extremismos. Para evitar manipulações, alguns esclarecimentos são necessários:

1. A proposta de fazer o ato no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo teve uma razão simbólica. Neste auditório que homenageia o jornalista Vladimir Herzog, que lutou contra a censura e foi assassinado pela ditadura militar, estão muitos que sempre lutaram pela verdadeira liberdade de expressão, enquanto alguns veículos da "grande imprensa" clamaram pelo golpe, apoiaram a ditadura – que torturou, matou, perseguiu e censurou jornalistas e patriotas – e criaram impérios durante o regime militar. Os inimigos da democracia não estão no auditório Vladimir Herzog. Aqui cabe um elogio e um agradecimento à diretoria do sindicato, que procura manter este local como um espaço democrático, dos que lutam pela verdadeira liberdade de expressão no Brasil.

2. O ato, como já foi dito e repetido – mas, infelizmente, não foi registrado por certos veículos e colunistas –, foi proposto e organizado pelo Centro de Estudos Barão de Itararé, entidade criada em maio passado, que reúne na sua direção, ampla e plural, jornalistas, blogueiros, acadêmicos, veículos progressistas e movimentos sociais que lutam pela democratização da comunicação. Antes mesmo do presidente Lula, no seu legítimo direito, criticar a imprensa "partidarizada" nos comícios de Juiz de Fora e Campinas, o protesto contra o golpismo midiático já estava marcado. Afirmar o contrário, insinuando que o ato foi "orquestrado", é puro engodo. Tentar atacar um protesto dos que discordam da cobertura da imprensa é tentar, isto sim, censurar e negar o direito à livre manifestação, o que fere a própria Constituição. É um gesto autoritário dos que gostam de criticar, mas não aceitam críticas – que se acham acima do Estado de Direito.

3. Esta visão autoritária, contrária aos próprios princípios liberais, fica explícita quando se tenta desqualificar a participação no ato das centrais sindicais e dos movimentos sociais, acusando-os de serem "ligados ao governo". Ou será que alguns estão com saudades dos tempos da ditadura, quando os lutadores sociais eram perseguidos e proibidos de se manifestar? O movimento social brasileiro tem elevado sua consciência sobre o papel estratégico da mídia. Ele é vítima constante de ataques, que visam criminalizar e satanizar suas lutas. Greves, passeatas, ocupações de terra e outras formas democráticas de pressão são tratadas como "caso de polícia", relembrando a Velha República. Nada mais justo que critique os setores golpistas e antipopulares da velha mídia. Ou será que alguns veículos e até candidatos, que repetem o surrado bordão da "república sindical", querem o retorno da chamada "ditabranda", com censura, mortos e desaparecidos? O movimento social sabe que a democracia é vital para o avanço de suas lutas e para conquista de seus direitos. Por isso, está aqui! Ele não se intimida mais diante do terrorismo midiático.

4. Por último, é um absurdo total afirmar que este ato é "contra a imprensa" e visa "silenciar" as denúncias de irregularidades nos governos. Só os ingênuos acreditam nestas mentiras. Muitos de nós somos jornalistas e sempre lutamos contra qualquer tipo de censura (do Estado ou dos donos da mídia), sempre defendemos uma imprensa livre (inclusive da truculência de certos chefes de redação). Quem defende golpes e ditaduras, até em tempos recentes, são alguns empresários retrógrados do setor. Quem demite, persegue e censura jornalistas são os mesmos que agora se dizem defensores da "liberdade de imprensa". Somos contra qualquer tipo de corrupção, que onera os cidadãos, e exigimos apuração rigorosa e punição exemplar dos corruptos e dos corruptores. Mas não somos ingênuos para aceitar um falso moralismo, típico udenismo, que é unilateral no denuncismo, que trata os "amigos da mídia" como santos, que descontextualiza denúncias, que destrói reputações, que desrespeita a própria Constituição, ao insistir na "presunção da culpa". Não é só o filho da ex-ministra Erenice Guerra que está sob suspeição; outros filhos e filhas, como provou a revista CartaCapital, também mereceriam uma apuração rigorosa e uma cobertura isenta da mídia.

5. Neste ato, não queremos apenas desmascarar o golpismo midiático, o jogo sujo e pesado de um setor da imprensa brasileira. Queremos também contribuir na luta em defesa da democracia. Esta passa, mais do que nunca, pela democratização dos meios de comunicação. Não dá mais para aceitar uma mídia altamente concentrada e perigosamente manipuladora. Ela coloca em risco a própria a democracia. Vários países, inclusive os EUA, adotam medidas para o setor. Não propomos um "controle da mídia", termo que já foi estigmatizado pelos impérios midiáticos, mas sim que a sociedade possa participar democraticamente na construção de uma comunicação mais democrática e pluralista. Neste sentido, este ato propõe algumas ações concretas:

6. Desencadear de imediato uma campanha de solidariedade à revista CartaCapital, que está sendo alvo de investida recente de intimidação. É preciso fortalecer os veículos alternativos no país, que sofrem de inúmeras dificuldades para expressar suas idéias, enquanto os monopólios midiáticos abocanham quase todo o recurso publicitário. Como forma de solidariedade, sugerimos que todos assinemos publicações comprometidas com a democracia e os movimentos sociais, como a Carta Capital, Revista Fórum, Caros Amigos, Retrato do Brasil, Revista do Brasil, jornal Brasil de Fato, jornal Hora do Povo, entre outros; sugerimos também que os movimentos sociais divulguem em seus veículos campanhas massivas de assinaturas destas publicações impressas;

7. Solicitar, através de pedidos individuais e coletivos, que a vice-procuradora regional eleitoral, Dra. Sandra Cureau, peça a abertura dos contratos e contas de publicidade de outras empresas de comunicação – Editora Abril, Grupo Folha, Estadão e Organizações Globo –, a exemplo do que fez recentemente com a revista CartaCapital. É urgente uma operação "ficha limpa" na mídia brasileira. Sempre tão preocupadas com o erário público, estas empresas monopolistas não farão qualquer objeção a um pedido da Dra. Sandra Cureau.

8. Deflagrar uma campanha nacional em apoio à banda larga, que vise universalizar este direito e melhorar o PNBL recentemente apresentado pelo governo federal. A internet de alta velocidade é um instrumento poderoso de democratização da comunicação, de estimulo à maior diversidade e pluralidade informativas. Ela expressa a verdadeira luta pela "liberdade de expressão" nos dias atuais. Há forte resistência à banda larga para todos, por motivos políticos e econômicos óbvios. Só a pressão social, planejada e intensa, poderá garantir a universalização deste direito humano.

9. Apoiar a proposta do jurista Fábio Konder Comparato, encampada pelas entidades do setor e as centrais sindicais, do ingresso de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) por omissão do parlamento na regulamentação dos artigos da Constituição que versam sobre comunicação. Esta é uma justa forma de pressão para exigir que preceitos constitucionais, como o que proíbe o monopólio no setor ou o que estimula a produção independente e regional, deixem de ser letra morta e sejam colocados em prática. Este é um dos caminhos para democratizar a comunicação.

10. Redigir um documento, assinado por jornalistas, blogueiros e entidades da sociedade civil, que ajude a esclarecer o que está em jogo nas eleições brasileiras e que o papel da chamada grande imprensa tem jogado neste processo decisivo para o país. Ele deverá ser amplamente divulgado em nossos veículos e será encaminhado à imprensa internacional.



Escrito por Nelson Wisnik às 23h05
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EXISTE UÍSQUE SEM ÁLCOOL?

Na discussão sobre a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40horas semanais o deputado federal Nelson Marquezelli (PTB-SP), contra a medida, argumentou que "se você reduzir a carga horária, o que vai fazer o trabalhador? Eles dizem: vai pra casa ter lazer. Eu digo: vai pro boteco, beber álcool, vai para o jogo".

É um argumento totalmente fora do contexto, afinal, o que tem o nobre deputado a ver com o tipo delazer que o trabalhador tenha preferência e goste de praticar? Fácil para os parlamentares levantarem a questão, eles trabalham quantas horas semanais? Uísque tem álcool? E vinho ?

é sempre a lesma lerda ...



Escrito por Nelson Wisnik às 00h48
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O ANTROPÓLOGO E A DROGA

Segundo a revista Época, na sua edição de número 589, datada de 31 de agosto de 2009, na coluna Primeiro Plano, o antropólogo, ex-presidente da república, Fernando Henrique Cardoso, teria dito "Imaginar um mundo sem drogas éum objetivo difícil. Écomo imaginar um mundo sem sexo", voltando a defender a liberalização do uso da maconha. Afinal, o que tem de comum entre o uso da maconha e a prática de sexo? Pouco que justifique sua liberalização. Um mundo sem sexo é impossível para os seres vivos, mas a vida sem as drogas não é. E mais, a dificuldade na contenção do uso é motivo argumento para sua liberalização? 

É sempre a lesma lerda ...



Escrito por Nelson Wisnik às 00h36
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RAPOSA SERRA DO SOL - Algum "cara-pálida" fez as contas?

São 90 hectares por índio!
Mas e os brancos? Demorei a conseguir alguns números, parece até que a imprensa os esconde. São basicamente 6 arrozeiros com 15 mil hectares mecanizados. Se estiverem respeitando a legislação, que na Amazônia permite o desmatamento máximo de 20% da área, os arrozeiros detêm 75 mil hectares, ou sejam, 12,5 mil hectares por produtor de arroz.
Por outro lado, podemos nos perguntar quanto de área ocupam os brancos, notadamente os urbanos.
Uma casa num terrenos de 300 metros quadrados? Um apartamento de 150 metros quadrados? Não importa. O que importa não está em casa, mas fora dela, que é muito mais.
Para nos alimentarmos precisamos que alguém plante para nós, que crie o gado, que cultive a cana para o álcool combustível. Precisamos de área alagada de reservatório para a geração de energia elétrica. Temos então, cada um de nós, participação nestas áreas, que não são poucas.
Assisti a um programa que chamava a atenção para a “exigência” dos índios em receber cerca de 1 milhão de Reais pela passagem de uma linha de transmissão de energia elétrica em terras indígenas, mas o jornalista não soube, ou não quis dizer que esta é uma prática comum aos agricultores brancos, pois a área sob a linha de transmissão não pode ser utilizada e dá direito a uma indenização.
Quanto à questão da fronteira, é conversa para boi dormir. Só agora se pensou na fronteira? Lá já seria Venezuela há muito tempo se o povo de lá o quisesse. Só lembram daquelas áreas quando tem interesse, e trazem argumentos irrelevantes. A legislação brasileira nos dá mecanismos para proteger nossas fronteiras, sejam elas ocupadas por brancos ou índios.
Toda essa grita a respeito de alguns invasores de terras se dá devido ao preconceito de alguns e à ignorância de outros.



Escrito por Nelson Wisnik às 08h54
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A Globo não lê O Globo

Em 30 de abril O GLOBO noticiava que, em virtude das interpretações errôneas decorrentes da denominação "Gripe Suína" dada a uma doença respiratória causada pelo vírus A (H1N1) e, no intuito de "evitar a estigmatização da doença e reações desmesuradas em relação aos animais", decidira denominá-la "Gripe A H1N1".
Menos de um mês depois, em 29 de maio, A Globo, no seu noticiário Jornal Nacional, divulgava que já chegavam a quinze os casos confirmados de "Gripe Suína" no Brasil.
Definitivamente, A Globo não lê O Globo.



Escrito por Nelson Wisnik às 21h48
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não digam que não foram avisados ...

Eu morava em São Paulo quando o Eng. Figueiredo Ferraz foi nomeado prefeito, cargo que exerceu de 1971 a 1973, numa curta e competente gestão interrompida ao dizer, de maneira visionária, “São Paulo precisa parar”, mas no sentido conotativo. Já enxergava os problemas que assolariam a metrópole no futuro. Parar de se agigantar, parar de contabilizar “progresso” através de qualquer aumento quantitativo sem levar em conta aspectos intangíveis da qualidade de vida. Pois é, São Paulo está parando, no sentido denotativo.

O tempo passa e quase nada muda, o progresso é medido em números e não em atributos. A humanidade está quase atingindo as bordas de sua “placa de Petri”, o planeta Terra, e não resta muito tempo, se algum, para reverter o quadro. Como disse Daniel Quinn no seu best seller ISMAEL, a humanidade pulou do décimo andar e, ao passar pelo primeiro andar diz: “até aqui tudo bem”.

 

é sempre a lesma lerda ...



Escrito por Nelson Wisnik às 18h09
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PREVISÕES INFALÍVEIS PARA 2008

Mais carros serão vendidos, os congestionamentos aumentarão, a atmosfera, já irrespirável, ficará ainda pior, o papa vai pedir paz, guerras étnicas e religiosas recrudescerão, os Estados Unidos vão meter o bedelho onde não são chamados e negarão as evidências de um desequilíbrio climático. Querem mais ...?

é sempre a lesma lerda!



Escrito por Nelson Wisnik às 20h56
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quem roubou o relógio do Bush?

quem roubou o relógio do presidente Bush?

sim, apesar dos desmentidos, alguém roubou o relógio do presidente Bush.

Mas então, porque o desmentido?

Seria muito constrangedor admitir que o homem mais poderoso do mundo pudesse ter seu relógio roubado em meio ao espetacular esquema de segurança que sempre o acompanha.

Também, o desmentido desqualifica qualquer relógio que venha a ser oferecido no mercado negro como tendo pertencido a um presidente dos Estados Unidos da América.

é sempre a lesma lerda ...



Escrito por Nelson Wisnik às 17h40
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Ecologicamente incorreto

Neste domingo, com a televisão ligada enquanto preparava meu almoço, acabei assistendo a parte final do filme em que um rato é o personagem principal, Stuart Little (salvo engano).

Interessante a visão do mundo que os americanos têm, da qual nem o genial Walt Disney escapou, personificando animais. Pode ser interessante na transmissão de mensagens, sobretudo às crianças, mas deveriam escolher melhor os animais-heróis.

Um rato é um rato, transmissor de doenças, consumidor de estoques de alimentos, um verdadeiro caso de saúde pública. Há também um gato, e um falcão.

O rato, um herói, o gato, coitado, não pode comer o rato nem a avezinha, e o falcão, um predador na natureza, retratado com o vilão no enredo.

Sim, o falcão é um predador, assim como o gato, assim também como muitas peuqenas aves (o Bem Te Vi, por exemplo).

Há uma ignorãncia com relação ao que acontece na natureza, onde ninguém é vilão, apenas tem a sua participação determinada por sua posição trófica no ecosistema.

Predadores vilões sim são empresas e conglomerados que absorvem (abarcam) outras menores (cadeias de supermercados, por exemplo), reduzindo a quantidade de níveis intermediários de emprendedorismo, acentuando a já mal distribuída renda.

Este, inclusive, é um problema que se avizinha com o crescimento do interesse (legítimo, ecologicamente correto) pelos bio-combustíveis, com os grandes investidores comprando as usinas de açúcar a álcool e suas plantações. A movimentação financeira das usinas deixará de ser feita nas agências locais dos bancos, as compras deixarão de serem feitas nos municípios envolvidos, que se restringirão apenas ao montante que couber de rendimentos aos funcionários.

é sempre a lesma lerda ...



Escrito por Nelson Wisnik às 16h25
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Acredite quem quiser ...

O Presidente Bush simplesmente não quer conversar sobre aquecimento global e medidas mitigadoras. Como percebeu que no encontro do "G-8" esta seria a temática dominante bem como seria pressionado pelos outros "7", inventou um "factóide", o famoso "escudo anti-mísseis" (já usado anteriormente pelo Presidente Reagan), provocando reação da Rússia. Assim, a preocupação geral em relação ao ressurgimento da "guerra-fria" passa a dominar mentes e noticiários e altera o rumo das discussões no âmbito da reunião do "G-8". Passada a reunião acordo se fará e as relações internacionais entre Rússia e Estados Unidos voltarão à normalidade e tapinhas nas costas, mas então será tarde demais e a pauta principal do "G-8" de 2007 estará perdida.

É sempre a lesma lerda ...



Escrito por Nelson Wisnik às 21h06
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A VIOLÊNCIA URBANA

Há revolta geral contra aumento acelerado da violência urbana, cruzes são cravadas na praia, passeatas são mobilizadas, protestos da intelectualidade, os noticiários tomados e os editoriais de indignação clamando por soluções enérgicas contra os criminosos.

Concomitantemente os bancos anunciam lucros trimestrais bilionários, os políticos discutem se devem ganhar mais do que os magistrados e, para adiantar, aumentam as verbas de gabinete. Os desempenhos da indústria e do comércio são os indicadores do desenvolvimento do país, sem esquecer as reservas internacionais, que já atingem so US$ 100 bilhões!

A saúde, melhor dizendo, a doença, vai muito bem. Epidemia de dengue no Mato Grosso se alastrando para outros estados, incompetência e descaso da administração pública, para dizer o mínimo.

O Estado de São paulo, mais rico e poderoso do país, em alerta devido aos resultados ruins da educação pública em anos seguidos, perdendo terreno para estados menos abonados.

A sociedade tenta sobreviver a toda esta situação como pode, os que não podem se revoltam, e matam.

No século passado pegavam em armas e se tornavam guerrilheiros, tinham uma bandeira e um programa. Foram desarticulados politicamente por um discurso democrático hipócrita, tecnicamente por uma educação incompetente que aprova apenas pela presença em sala de aula (às vezes nem isto é necessário).

Pertencem à chamada classe média os que fumam e cheiram, financiando o tráfico de drogas e o crime, o aliciamento de menores, a prostituição de crianças.

Ter é mais do que ser, isto inclui o corpo também, visto que quem tem bunda bonita vira formadora de opinião.

Enquanto não abrirmos mão de alguma coisa em favor das classes menos abonadas (não usei a palavra oprimidas pois seria imediatamente taxado de dinossauro político) o problema da violência se agravará, levando, sob o clamor das classes abastadas (opressoras) a um golpe de direita, com a redução das liberdades democráticas. Se alguns não aguentam mais a violência física, outros tantos já pegaram em armas contra a violência econômica. Está tudo interligado.

Quando se trata sobre desenvolvimento, sem adjetivo, assume-se o desenvolvimento econômico, não o desenvolvimento social. Tenho idade para ter ouvido falar em fazer o bolo crescer para depois dividir, o bolo cresceu e não foi dividido. Sustentam minha análise os indicadores sociais, o IDH, os índices de distribuição de renda, ou seja, os ricos estão mais ricos, os pobres ...

É sempre a lesma lerda ...



Escrito por Nelson Wisnik às 18h19
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A questão da maioridade penal

Nenhuma ação resolverá o problema da segurança no Brasil ... nem duas, nem três, mas muitas, além de uma completa revisão dos valores que permeiam nossa sociedade.

Segundo os meios de comunicação televisados quem são os grandes formadores de opinião? Artistas globais, modelos, manequins, são chamados a opinar sobre os assuntos mais diversos e complicados com que nós e nossa sociedade defrontamos. Sem pejo opinam, como se especialistas fossem.

Se há razoável consenso sobre o alto nível de violência estar associado à impunidade, isto é logicamente válido tanto para maiores quanto menores de idade. Reduzir a idade de imputabilidade penal resolve? Não, isoladamente, mas devem fazer parte de um “pacote” (não gosto deste termo mas, no momento, não me vem um melhor) de medidas voltadas à repressão da violência, ações judiciárias e, como se convencionou chamar em outras questões, um “marco regulatório” (este eu gosto), qual seja, um “pacote” de leis, decretos, portarias, voltado à contenção da violência.

Paralelamente ações mais importantes, visando à redução das igualdades sócias em nosso país, raiz primeira de sentimentos de injustiça que só são sublimados por ações violentas.

Haverão muitas reuniões e debates, muitos, quase todos, vão querer aparecer oferecendo soluções fáceis, simplistas.
Nenhuma ação resolverá o problema da segurança no Brasil ... nem duas, nem três, mas muitas, além de uma completa revisão dos valores que permeiam nossa sociedade.

Segundo os meios de comunicação televisados quem são os grandes formadores de opinião? Artistas globais, modelos, manequins, são chamados a opinar sobre os assuntos mais diversos e complicados com que nós e nossa sociedade defrontamos. Sem pejo opinam, como se especialistas fossem.

Se há razoável consenso sobre o alto nível de violência estar associado à impunidade, isto é logicamente válido tanto para maiores quanto menores de idade. Reduzir a idade de imputabilidade penal resolve? Não, isoladamente, mas devem fazer parte de um “pacote” (não gosto deste termo mas, no momento, não me vem um melhor) de medidas voltadas à repressão da violência, ações judiciárias e, como se convencionou chamar em outras questões, um “marco regulatório” (este eu gosto), qual seja, um “pacote” de leis, decretos, portarias, voltado à contenção da violência.

Paralelamente ações mais importantes, visando à redução das igualdades sócias em nosso país, raiz primeira de sentimentos de injustiça que só são sublimados por ações violentas.

Haverão muitas reuniões e debates, muitos, quase todos, vão querer aparecer oferecendo soluções fáceis, simplistas.

Em um país no qual o valor pecuniário está acima de tudo e os bancos lucram de maneira obscena, o judiciário e o legislativo disputam quem ganha mais, o executivo compra ambulâncias superfaturadas enquanto a dengue, o cólera, sarampo, etc. grassam a mancheias, um paredão do Big Brother arrecada mais do que a campanha Criança Esperança, é difícil esperar solução a partir de medidas superficiais, paliativas, políticas (no sentido pejorativo).

Não se constrói nada sobre bases frágeis. É sempre a lesma lerda ...
Em um país no qual o valor pecuniário está acima de tudo e os bancos lucram de maneira obscena, o judiciário e o legislativo disputam quem ganha mais, o executivo compra ambulâncias superfaturadas enquanto a dengue, o cólera, sarampo, etc. grassam a mancheias, um paredão do Big Brother arrecada mais do que a campanha Criança Esperança, é difícil esperar solução a partir de medidas superficiais, paliativas, políticas (no sentido pejorativo).

Não se constrói nada sobre bases frágeis. É sempre a lesma lerda ...

 



Escrito por Nelson Wisnik às 22h25
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quem precisa do BBB?

quem precisa do BBB se temos o Congresso Nacional? basta assistir às reuniões das Comissões, às plenárias, votações.

Assim foi nesta semana quando do discurso do nobre Deputado Federal Clodovil Hernandez que, por não ser um político de carreira, não carrega os "vícios" da profissão (podemos chamar de profissão? ocupação?) e deixou explícita a falta de "decoro" dos seus colegas enquanto discursava, além de esnobar o Dep. Paulo Maluf.

As coisas lá acontecem assim, é sempre a lesma lerda ...

mas o Dep. Clodovil há de chacoalhar a carroça para vermos como as morangas se ajeitam.

 



Escrito por Nelson Wisnik às 15h18
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de novo na GLOBO ...

um dia desses, nem me lembro direito mas foi nesta semana mesmo, acredito que na segunda-feira dadas as circunstâncias, a televisão ligada de manhã e entra o programa Mais Você, com a Ana Maria Braga. Ela retornava de férias, ocorreram aqueles salamaleques todos de cumprimentos teatrais com o loro José, cheios de saudades, ... aliás, não me decidi ainda quem é o mais chato, pentelho, da televisão brasileira, o loro José ou o Faustão ... mas, voltando à Ana Maria, ao programa Mais Você, ela apresenta a novidade, sua "filha" Belinha, a cadelinha, havia tido filhotes durante as férias. Até aí normal, então começa uma longa reportagem sobre o fato, completa, mostrando desde o pré-natal até o parto!

Quanto da população brasileira tem acesso ao acompanhamento pré-natal do nível que a cadelinha teve? Pouquíssimas, mas não as que se utilizam dos serviços públicos de saúde, pois estes não têm dinheiro, contingenciados pelo governo para aumentar o superavit fiscal e ficar bonito na foto para os banqueiros, ou comprar ambulâncias superfaturadas.

No meu entendimento foi um acinte a apresentação da reportagem, ela deveria ter ficado apresentando receitas e fazendo o marketing (merchandise) subliminar de sempre.

É sempre a lesma lerda ...

 



Escrito por Nelson Wisnik às 15h10
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